Segunda-feira, Novembro 01, 2004
Um dos assuntos mais falados da semana passada foi aquele no qual o Duda Mendonça foi pego brigando com os galinhos e depois com a polícia e, por fim, com a imprensa.
Ao abrir as gavetas da memória, me lembrei que, anos atrás, também eu escrevi sobre o tema.
Abaixo, portanto, a minha visão sobre esse "esporte":
IX - BRIGA DE GALOS
Antes mesmo que os galinhos comecem a briga, mamãe dá a primeira bordoada no apostador à sua frente. Papai, aproveitando o susto dos galistas, massacra três ou quatro. Vovô não suja as mãos, mas a sua bengala espalha o pânico entre os apostadores. Os galinhos, perplexos, não se enfrentam, não se movem. Em compensação, eu e a tia botamos sete pra correr. Vovó trabalha à moda antiga: alisa primeiro e depois bate. O tio apenas contabiliza as baixas e providencia as ambulâncias.
Muito embora pareça, o nosso comportamento nas brigas de galo nada tem de cruel. Pelo contrário, ele é uma prestação de serviços à comunidade, uma tentativa de coibir o vício das apostas. E isso pode ser confirmado de maneira bem simples, por qualquer um: ninguém, absolutamente ninguém sai perdendo com as nossas intervenções. Os galinhos conservam as suas penas e o dinheiro não sai do bolso dos galistas. Mesmo assim, eles não entendem. São uns mal-agradecidos. E ainda querem nos afastar das rinhas...
Esse texto faz parte de uma série intitulada EM FAMÍLIA. Solto assim ele parece meio sem sentido.
Outro dia eu coloco a série inteira aqui pra ficar mais claro.
por PARREIRA às 12:13 AM Comente aqui!