Fiquei sabendo agora: fui selecionado entre 430 inscritos no
CONCURSO DE MICROCONTOS, do escritor Luís Ene, de Portugal.
Isso vai virar livro e tudo.
Numa primeira seleção, dois contos meus foram escolhidos: o 25 e o 26.
Na última, restou o 25.
Eitchaaa!!!!
Essa é realmente uma maneira muito especial de se começar o dia!
Se você quiser visitar o site e ler os contos & outras coisas mais,
O LINK É ESTE AQUI.
O diretor da ABIN, Mauro Marcelo, chama o pessoal da CPI de "bestas-feras".
O que o diretor da agência não fez foi dizer quem são as feras.
As bestas ele não nomeou, suponho, porque ache que todos nós saibamos quem são.
Esta é uma redação feita por uma aluna do curso de Letras, da UFPE
(Universidade Federal de Pernambuco - Recife) e que obteve vitória em
um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de
Gramática Portuguesa.
"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele
artigo se encontravam no elevador. Um substantivo
masculino, com um aspecto plural, com alguns anos
bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era
bem definido, feminino singular: era ainda novinha,
mas com um maravilhoso predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um
sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem,
fanáticos por leituras e filmes ortográficos. O
substantivo gostou dessa situação: os dois sozinhos,
num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa
oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a
con versar. O artigo feminino deixou as reticências
de lado, e permitiu esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:
ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para
provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já
estavam bem entre parênteses, quando o elevador
recomeça a se movimentar: só que em vez de descer,
sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele
usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em
seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em
silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e
gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um
hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados
num vocativo quando ele começou outra vez a se
insinuar. Ela foi deixando, ele foi usando seu forte
adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um
imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam
terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela t remendo de vocabulário,
e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram,
numa pontuação tão minúscula, que nem um período
simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise
quando ela confessou que ainda era vírgula, ele não
perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu
apóstrofo.
É claro que ela se deixou levar por essas
palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele,
e foram para o comum de dois gêneros. Ela totalmente
voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias,
parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez
mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com
todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoas do
singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele
todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande
travessão forçando aquele hífen ainda singular.. Nisso
a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do
edifício. El e tinha percebido tudo, e entrou dando
conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram
gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e
exclamativas.
Mas ao ver aquele corpo jovem, numa
acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo
auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu
particípio na história. Os dois se olharam, e viram
que isso era melhor do que uma metáfora por todo o
edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou, e mostrou o
seu adjunto adnominal Que loucura, minha gente. Aquilo
não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.
Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa
maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado
para seus objetos.
Foi chegando cada vez mais perto,
comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo,
propondo claramente uma mesóclise-a-trois. Só que as
condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo
nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e
culminaria c om um complemento verbal no artigo
feminino.
O substantivo, vendo que poderia se
transformar num artigo indefinido depois dessa,
pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto
final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu
conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema,
cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo
feminino colocado em conjunção coordenativa
conclusiva."
Pensam que religião e política não se misturam? Coisa nenhuma!
Na página da IURD tem até um link chamado HOMENS DE DEUS NA POLÍTICA.
(Só um pequeno detalhe: o link não funciona. Por que será?)
Nós, sujeitos normais, quando sobra algum dinheiro, colocamos no banco, na poupança.
Já os ilustres do PT e do PFL e et cetera, não: eles colocam na mala.
Não é seguro, já está provado, mas se estão fazendo tanto por esses dias é que deve ter lá as suas vantagens.
Primeiro, Marcos "Mala" Valério, que dispensa comentários.
Depois, José Adalberto Vieira da Silva, preso na última sexta-feira com R$ 200 mil na mala (e U$ 100 mil na cueca).
Agora há pouco, foi preso no aeroporto de Brasília o dePuTado João Batista Ramos da Silva, do PFL-SP, com mais R$ 6 milhões distribuídos entre 7 malas.
Pois é. Pelo que estamos vendo, a expressão FAZER AS MALAS acabou de ganhar um sentido completamente novo por aqui.
Na última sexta-feira, uma série de montagens minhas foi publicada na coluna do José Simão, da Folha.
Uma delas, no entanto, não é minha. A montagem pertence à artista gráfica Silvane Sabóia, que assina seus trabalhos como SILSABOIA.
À imagem acrescentei o texto e a minha assinatura. A imagem original é esta que segue abaixo:
Peço desculpas, publicamente, por ter me utilizado indevidamente de um trabalho que não me pertence. Nunca foi, de maneira alguma, minha intenção prejudicar alguém com o meu trabalho. Minha intenção sempre foi a de fazer rir. E refletir.
O endereço da artista SILVANE SABÓIA é este. Acessem. Vale a pena!